Quando estava no seminário ouvi, certa vez, que o trabalho de um pregador se compara ao do cozinheiro.

Na cozinha, por exemplo, se depena o frango e o limpa, prepara-se os ingredientes, calcula-se as quantidades, etc. Algumas coisas são jogadas fora, outras reaproveitadas; há óleo que espirra, há coisas que podem se queimar e outros detalhes que acabam sujando a cozinha para ser limpa mais tarde.

O objetivo de tudo isso é levar à mesa um prato gostoso, apresentável e nutritivo, que seja realmente bom aos que vão se alimentar dele.

Todos gostam de comer bem, mas muitos preferem ficar longe da cozinha por causa do trabalho e da complexidade; alguns até teriam nojo do modo como a comida é preparada.

Num mundo cada vez mais corrido, cada vez mais se procuram os fast-foods e qualquer tipo de coisa que não dê trabalho. O que vale é o sabor imediato e o fim da sensação de fome.

Entretanto, especialistas têm alertado sobre os riscos desse tipo de alimentação, no qual, a pesar da praticidade e sabor, não alimenta devidamente e pode fazer mal.

E, assim, vejo que a comparação entre a pregação e a cozinha continua: também me preocupo com o que a pregação fast-food fará com a fé de nosso povo…

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