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Era uma viagem longa (mais de 150 km) e por motivos burocráticos. Nada animador. A longa viagem não deve ter sido solitária, pois todos os familiares também deveriam recensear-se.

O objetivo poderia ser casas de conhecidos e familiares em Belém. De qualquer modo, haveria muitas pessoas para poucos lugares. José e Maria eram jovens recém-casados e com uma gravidez “mal explicada” (só os dois sabiam a verdade). Provavelmente tiveram de dar lugar aos mais velhos. Apesar de tudo isso, e de agora estarem num lugar improvisado, foi nessas circunstâncias que Jesus nasceu.

natal humildeImagine a alegria de Maria e José ao verem, segurarem e cuidarem de seu filho! Fizeram isso, com certeza, da melhor maneira que puderam, mesmo dentro de seu improviso, pois o valor da vida não está em suas circunstâncias, mas nela mesmo.

Quando falamos em Natal, geralmente pensamos mais nos anjos anunciando aos pastores, entretanto, essa cena simples é o que eles anunciavam de maneira maravilhosa. O que seria maior: a multidão da milícia celestial aparecendo para nós; ou Jesus nascendo nessa situação simples e improvisada?

Também é interessante a figura dos pastores e dos magos no Natal. Estes eram os grandes doutores da época de Jesus, tinham vasto conhecimento em astrologia. Eram também prestigiados e ricos, podendo, inclusive, fazer uma viagem tão longa para conhecerem o novo Rei. Os pastores eram pobres e trabalhavam numa profissão mal vista até pelos religiosos da época, mas os anjos apareceram apenas para eles para dar-lhes tão boa notícia. De uma maneira ou de outra, esses dois grupos de pessoas foram motivados a irem até Jesus e, por mais diferentes que fossem, ambos se igualaram diante da essência da vida em Jesus.

O relato bíblico do Natal – e do Evangelho como um todo – torna-se uma forte denúncia a muitos ramos do próprio cristianismo: Por que tanta busca por riqueza, se Jesus nasceu numa manjedoura? Por que tanto luxo se ele nasceu no improviso? Por que tanta ênfase na morte se há nascimento no início, ressurreição no final e nova vida no meio? Por que tanta busca por privilégios se nem a sagrada família teve lugar para ficar? Por que tanta arrogância se Deus se tornou criança?

Natal é também um símbolo de vida e simplicidade, por isso mesmo também nos ensina os valores de Deus para nossa realidade tão distante. Que comemoremos verdadeiramente o Natal ao assimilarmos seus valores em nossas vidas.

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