Lc 7.36-50

1)      Encontros inusitados (36-38)

  • No texto anterior Jesus falou a respeito de sua fama de beberrão e comilão, propagada pelos fariseus, os quais demonstravam não saber julgar.
  • Mesmo assim – ou por causa disso mesmo – um fariseu convidou-o para um jantar. Talvez quisesse mostrar que nem todos eram assim, que era sábio e tolerante; ou talvez até quisesse colocar Jesus numa cilada.
  • Mais inusitada ainda foi a intromissão de uma mulher com fama de pecadora no jantar.
  • Ignorando atmosfera moralista de um jantar dado por um fariseu, aquela mulher se lança aos pés de Jesus chorando e enxugando seus pés com os cabelos.
  • Podia ser estranho e inusitado para os outros, mas parar ela era tudo o que podia fazer.

2)      Senso comum e superficial (39-43)

  • Embora todos aqueles encontros fossem inusitados, e a atitude da mulher fosse até escandalosa, a reação do fariseu foi superficial e comum.
  • A cena poderia lhe causar vários tipos de reação – até mesmo a expulsão da mulher para não incomodar seu convidado – mas serviu apenas para que julgasse Jesus como um falso profeta, ou apenas alguém ingênuo: “se ele fosse profeta, saberia que quem está tocando nele é uma pecadora”.
  • O fariseu Simão apenas julgou a mulher e a Jesus. Com isso, poderia desacreditá-lo em momento oportuno, provando, no mínimo, que não era um profeta ou algo do tipo.
  • Já que a mentalidade de Simão era comum e superficial, Jesus lhe apresenta uma questão de fácil resposta, até mesmo retórica.
  • A questão era simples: “quem amaria mais o credor que lhe perdoasse a dívida: o que devia mais ou o que devia menos?”.
  • O senso comum de pessoas que se julgam especiais tem a tendência de julgar a todos com base em suas respostas prontas e opiniões formadas.

3)      A graça inusitada (44-50)

  • Até ali o fariseu sentia-se superior a tudo, apenas observando a julgando. Entretanto Jesus tiraria Simão de sua zona de conforto e apresentaria uma lição também inusitada, profunda e direta.
  • Então Jesus começa a destacar as atitudes do fariseu em relação às da tal pecadora. Um demonstrando indiferença e até arrogância, e a outra profunda comoção e amor.
  • A lição não era que se deviam seguir etiquetas ou ser extravagante, mas focava na motivação que levava a cada atitude por parte deles.
  • A resposta inclusive já havia sido dada: aquele cuja dívida maior foi perdoada amaria mais.
  • Simão fazia parte daquele grupo que “não precisava” de perdão. Por isso também não tinha o que demonstrar.
  • Mas a mulher era pecadora mesmo. Entretanto seus pecados foram perdoados e por isso ela muito amava aquele que lhe perdoou, e suas atitudes demonstravam esse amor.
  • Jesus, então, expressou o perdão àquela mulher e a despediu em paz, reconhecendo sua fé.
  • Os outros estranharam também a atitude inusitada de Jesus, mas Jesus se preocupou apenas com a salvação e a paz daquela pecadora.

Qual a motivação de suas atitudes com relação a Jesus?

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