Lucas 8.22-25

1)      O medo (22-23).

  • O episódio ocorreu depois de um dia de atividades, parecia que já haviam feito tudo o que tinham de fazer, já haviam aprendido o que tinham de aprender e agora apenas descansariam na viagem até o próximo objetivo.
  • Mas houve algo inesperado, uma terrível tempestade, aquilo que, com certeza, era um dos maiores medos de um marinheiro.
  • Junto com o medo vem o sentimento de surpresa e impotência diante da situação, como tantas vezes sentimos em nossa vida.

2)      O desespero (24a).

  • Mas o pior do medo é quando ele leva ao desespero, ao sentimento de que não há esperança, não há o que fazer.
  • No caso deles isso foi agravado pelo fato de seu grande mestre estar dormindo no fundo do barco, como se nem estivesse se preocupando com o que estava acontecendo com eles.
  • Quando buscam a Jesus, não chegam a demonstrar uma atitude de fé, mas, de certo modo, de indignação: “Mestre, Mestre, perecemos!”; ou como citado em Marcos: “Mestre, não te importa que pereçamos?”.
  • Não é esse o modo como buscamos a Jesus quando não temos mais esperança? Quando pensamos que ele não se importa mais conosco?

3)      O poder (24b-25a).

  • Mas do que Jesus teria medo? Da sua própria criação? Ele simplesmente repreendeu o vento e o mar “tudo cessou, e veio a bonança”.
  • Eu não sei o que os discípulos esperavam que Jesus fizesse, até onde eles criam que o poder de Jesus poderia chegar, mas com certeza isso era demais para eles, e para nós também.
  • A pergunta de Jesus era: Onde está a vossa fé?
  • O que responderíamos? Em quê temos colocado nossa fé? Nela mesma ou em Jesus?

4)      O temor (25b).

  • Isso tudo não aconteceu por acaso, Jesus tinha algo prático para ensinar a eles, algo sobre si mesmo.
  • Se a pergunta a Jesus, diante do medo, foi se ele não se importava que perecessem; agora, diante de sua manifestação de poder era: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
  • Temer a Deus não significa sentir medo, mas maravilhar-se diante de seu poder. Significa tirar o foco de nós mesmos (não te importa que pereçamos?) e focalizar nele (Quem é este?).
  • Jesus dormia não por indiferença, mas por ter toda a situação em suas mãos. Ele ensinou isso àqueles primeiros discípulos, e nos ensina o mesmo ainda hoje.
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