Lc 1.26-38

1)      Pode causar perturbação em nossas mentes limitadas (26-34).

  • Maria recebeu uma saudação extremamente incomum para as mentes religiosas comuns: Alegria, favor e certeza da presença de Deus.
  • Fala-se mais do peso da necessidade de Deus que da alegria encontrada nele; enfatiza-se mais a busca da divindade que seu favor; e mais a distância ontológica entre o homem e Deus que sua revelação ao ser-humano.
  • Entretanto é anunciado à Maria o maior milagre de toda a eternidade, milagre que demonstra qual a realidade do relacionamento de Deus com o ser-humano: uma simples mulher seria a mãe do filho de Deus encarnado.
  • Essa graça anunciada e realizada em Maria é para todos nós. Qual o valor que damos a isso? O que muda em nossa limitada visão sobre o relacionamento de Deus conosco?

2)      Mas confirma que não há impossíveis para Deus (35-37).

  • Maria era de Nazaré, na região da Galiléia, uma região que ficava, por assim dizer, na periferia de Israel, fazendo fronteira e até misturando-se com várias cidades gentílicas, o que era motivo de desprezo pelos judeus “mais puros”. O pensamento corrente era que se algo divino fosse acontecer em Israel, lá seria o último lugar.
  • Ela, que era apenas uma adolescente, recebe a notícia de que seria mãe, sendo que nunca tivera relação com homem alguma e apenas estava desposada de José. Era um compromisso mais forte que o noivado atual, de modo que poderia haver divórcio e castigo se tivesse relação com outro homem.
  • Nada em sua vida dava sentido àquele anúncio que estava recebendo, mas é aí mesmo que a Graça age.
  • Deus já havia tornado fértil uma idosa (Isabel) e agora daria um filho a uma virgem. E aqui encontramos o grande mistério da concepção de Maria.
  • A grande ênfase é que: não haverá impossível para Deus em todas as suas promessas.

3)      E leva-nos a uma atitude de resposta (38).

  • É mais comum se deter no mistério que envolveu essa concepção, até mesmo por ser um ato único e maravilhoso da parte de Deus.
  • Mas quero deter-me à resposta de Maria ao que acabara de ouvir.
  • Ela já havia se posto a pensar sobre o que significaria a saudação do anjo (29), já colocou sua dúvida prática sobre o que foi anunciado (34) e recebeu as respostas simples e objetivas do anjo.
  • Sua atitude então é a melhor resposta que se pode dar a Deus diante de sua graça: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra”.
  • Essa é a conseqüência da fé verdadeira: a total entrega ao que se crê.
  • Maria poderia listar maiores dificuldades (o que as pessoas vão pensar?); poderia ter feito mais perguntas; poderia sugerir uma mulher melhor para isso; mas ela apenas creu e se entregou.
  • Qual nossa resposta à graça que nos alcançou?

[não sei porque este esboço não foi postado na sequência aqui do blog, mas agora está publicado 🙂 ]

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