por Edinho Gouvêa

universo

Aqui vai um exercício de imaginação para meus amigos.
Eu nunca vi discrepância nenhuma entre fé e ciência, apenas muita má vontade de ambos os lados.
Então esses dias atrás, lendo Gênesis, acabei notando um belo paralelo entre as teorias científicas que se defende hoje com o que é descrito na Bíblia sobre nossa origem.
Antes de começar é importante lembrar que este texto foi escrito há aproximadamente 4.000 anos, com os conhecimentos que se tinham na época e narrados por um observador que via as coisas à partir da perspectiva terrestre.
Mas a maneira como é descrito, mostra que o escritor foi realmente inspirado por Deus tanto na forma de descrever quanto na estrutura poética utilizada. Se foi em sonho ou em revelação eu não sei, mas o que lemos é o que ele conseguiu nos passar de uma forma maravilhosa.
Reforçando que é uma leitura pessoal MINHA.
Se tiver paciência, vamos lá! Será divertido.

“No princípio Deus criou os céus e a terra.”
– Aqui começa como uma poesia, afirmando que tudo partiu de um Deus criador.

“Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”
– Então começamos de fato o relato da criação e aqui a coisa fica interessante. A linguagem poética utilizada mostra claramente que nada existia, apenas Deus e, possivelmente, a matéria-prima da futura criação já preparada por Ele. Temos a apresentação também poética dos estados sólido (terra), gasoso (trevas) e líquido (água) sem ordem alguma. Mais uma vez a forma de visualizar o caos através da perspectiva de um homem terrestre.

“Disse Deus: “Haja luz”, e houve luz.”
– Acho linda essa frase! Não parece a explosão do Big Bang? Aquela explosão de energia cósmica quando Deus decidiu dar forma e sentido a tudo? Muita luz e corpos celestes expandindo violentamente para todos os lados. Outro destaque é para a forma belíssima com que ele mostra que bastou Deus desejar e foi criado, sem dificuldade alguma, apenas a sua onipotente vontade.

“Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.”
– Para quem gosta de física teórica, essa frase é um prato cheio para citar poeticamente as partículas positivas e negativas que há pouco tempo foram teorizadas e pesquisadas. Não apenas prótons, nêutrons e elétrons, mas também as recentes descobertas como a “matéria escura” que estão movendo a física atual. Uma outra leitura mais no ramo “visual”, seria dizer que separou o que era visível do que era invisível, a matéria do “nada”. Algo compreensível para a visão deste homem há 4.000 anos.

“Deus chamou à luz dia, e às trevas chamou noite. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o primeiro dia.”
– Uma complementação poética que vamos entendendo mais pela frente, uma forma de indicar que houve aqui uma passagem de tempo, que agora existia no cosmo uma ordem estabelecida que daria condições à vida em um pequeno planetinha do sistema solar. O universo estava enfim formado, era hora de ir para a construção da nossa casa. Muita gente “trava” nessa parte por causa da questão “noite e dia” e “tarde e manhã”, aliás, esse é um dos pontos onde vejo a tal “má vontade” que comentei. É sempre preciso lembrar que esta narração é feita da perspectiva da Terra, por alguém que desconhecia os “detalhes” astronômicos que conhecemos hoje. Mas é muito simples: os corpos luminosos visíveis tanto em nosso dia quanto em nossa noite estavam enfim prontos. Alguém duvida que o universo foi formado antes da Terra? É isso que o autor diz.

“Depois disse Deus: “Haja entre as águas um firmamento que separe águas de águas”.
Então Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam embaixo do firmamento das que estavam por cima. E assim foi.
Ao firmamento Deus chamou céu. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o segundo dia.”
– Acho essa parte linda! A poesia utilizada aqui é uma das melhores formas de se mostrar a realidade. Segundo muitos cientistas, no início a Terra era um caos, uma imensa nuvem de gás tóxico e água condensada na atmosfera permeando tudo em altíssima temperatura. Aos poucos estes gases foram se acalmando, a temperatura foi baixando, se condensando e então formando a água em estado líquido em contraponto às grandes massas gasosas com grande concentração de água, que já se precipitava em forma de chuvas torrenciais. Muito mais bonito o jeito que a bíblia descreveu, não?

“E disse Deus: “Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça a parte seca”. E assim foi.
À parte seca Deus chamou terra, e chamou mares ao conjunto das águas. E Deus viu que ficou bom.”
– Mais uma vez mostrando algo já muito difundido, que conforme as coisas foram se normalizando em nosso planeta, as placas tectônicas também iam empurrando os blocos de solo, sendo as responsáveis pela formação dos continentes, a parte de “terra”. Então as águas foram escorrendo para seu lugar, seja em mares, rios ou lagos e também evaporando em nossa atmosfera, gerando no processo muitos gases essenciais para a vida. E realmente ficou muito bom!

“Então disse Deus: “Cubra-se a terra de vegetação: plantas que deem sementes e árvores cujos frutos produzam sementes de acordo com as suas espécies”. E assim foi.
A terra fez brotar a vegetação: plantas que dão sementes de acordo com as suas espécies, e árvores cujos frutos produzem sementes de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o terceiro dia.”
– Mais uma vez a ciência confirma. Depois que tudo se estabilizou (ou quase), criou-se uma espécie de estufa natural, já que a atmosfera ainda era muito densa e úmida, dando condições para começar a brotar a vegetação. Então a Terra começou com as primeiras formas de vida, que são as plantas. E foi a influência das atividades destas plantas que deram as condições finais para a criação da nossa atmosfera. A sequência da criação e do que se propõe hoje em ciência continuam caminhando juntas. Mas a bíblia consegue deixar tudo mais bonito!

“Disse Deus: “Haja luminares no firmamento do céu para separar o dia da noite. Sirvam eles de sinais para marcar estações, dias e anos, e sirvam de luminares no firmamento do céu para iluminar a terra”. E assim foi.”
– Aqui parece que as coisas desandam, mas não. Analisando com calma percebemos que o que o autor está descrevendo é até simples. Com o tempo a atmosfera densa a úmida foi se dissipando e ficando mais próxima do que temos hoje. Então, com essas “nuvens” se dispersando e a atmosfera enfim formada deixando nosso espaço aéreo transparente, é agora possível ver os grandes luminares celestes, tanto de dia quanto a noite. Então, podendo visualizar tais luminares, o homem foi capaz de utilizá-los para marcar a passagem de seu tempo na terra bem como sua localização geográfica, este um conhecimento que o autor já possuía e dava graças ao Criador por isso. Mais uma vez lembrando: estamos vendo a criação através da perspectiva de alguém posicionado na terra e olhando para estes maravilhosos eventos revelados por Deus.

“Deus fez os dois grandes luminares: o maior para governar o dia e o menor para governar a noite; fez também as estrelas.
Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a terra, governar o dia e a noite, e separar a luz das trevas. E Deus viu que ficou bom.
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quarto dia.”
– Acho isso lindo! A Terra estava pronta para receber a vida! É quase como uma afirmação do trecho anterior, ressaltando o motivo de Ele ter criado tais luminares. Colocando a necessidade do dia e da noite para o homem e o cuidado de Deus para com seus filhos. Hoje sabemos da importância do sol e da lua em nosso ecossistema, como são perfeitamente afinados para a manutenção da vida na Terra. Enfim há agora todo um universo físico criado em função da vindoura grande criação de Deus! Um universo que então se revela por completo na perspectiva da observação humana da Terra.

“Disse também Deus: “Encham-se as águas de seres vivos, e sobre a terra voem aves sob o firmamento do céu”.
Assim Deus criou os grandes animais aquáticos e os demais seres vivos que povoam as águas, de acordo com as suas espécies; e todas as aves, de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.
Então Deus os abençoou, dizendo: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham as águas dos mares! E multipliquem-se as aves na terra”.
Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quinto dia.”
– Onde a maioria dos teóricos diz que a vida começou? Exatamente onde Deus diz: na água! Mesmo sendo descrito em uma linguagem poética, ela não deixa de ser menos real e precisa por isso, pelo contrário, consegue dar “sentimento” a algo que poderia ser maçante. Mas animais marítimos e já na sequência as aves? Apesar de já ter lido algo nesse sentido sem grande destaque, aguardem que em breve alguém vai “descobrir” que aves surgiram logo após os animais marítimos e antes dos animais terrestres. O tempo sempre comprova a bíblia.

“E disse Deus: “Produza a terra seres vivos de acordo com as suas espécies: rebanhos domésticos, animais selvagens e os demais seres vivos da terra, cada um de acordo com a sua espécie”. E assim foi.
Deus fez os animais selvagens de acordo com as suas espécies, os rebanhos domésticos de acordo com as suas espécies, e os demais seres vivos da terra de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.”
– E então os animais terrestres nasceram. De um universo de caos chegamos enfim a uma terra completamente povoada de vida. Mas o mais importante vem agora.

“Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”.
Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
– Depois de tudo funcionando perfeitamente, desde as menores partículas da matéria até todo um ecossistema funcional, passando pelas Leis da física, da química e de todos os pequenos fatores climáticos e mecânicos que permitem nossa existência, enfim chegou o momento da estreia do ápice da criação de Deus. Aquele ser diferente, único, eterno e pensante, aquele a quem Deus deu inclusive o direito de se opor a Ele, de negá-Lo, de desacreditar toda a Sua obra. Aquele que é tão inflado em seu próprio ego e com o coração tão rebelde que não consegue dar graças ao Pai por tão grandiosa criação e cuidado.
E assim termina uma das narrações mais maravilhosas de toda a história humana.
Aquela que conta como um Deus onipotente e criativo, com o coração explodindo de amor, trouxe à existência e deu todas as condições para a criação e sobrevivência de um pequeno ser chamado Homem.
Os mesmos para quem, através de Jesus, já de antemão preparou Novos Céus e Nova Terra.

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