2a Coríntios 1:3-11

Consolação vinda de Deus (3-5)

  • Fala-se muito das vitórias que Deus nos dá, mas pouco de seu consolo. Isso porque, na verdade, preferimos não ter tribulações a ter consolação.
  • Entretanto Deus nunca prometeu ausência de tribulação enquanto estivermos nesse mundo corrompido (Jo 16.33). Pelo contrário, ele nos revelou sua consolação para que também possamos consolar a outros.
  • Tudo isso ficou claro em Cristo, que nos amou e sofreu por nós (Mt 20.28); e por isso mesmo é quem também nos traz o conforto do Pai (Mt 11.25-30).

Participação na tribulação e na consolação (6-7)

  • É comum pensarmos em tribulações e conforto de maneira bem individualista, como se diz popularmente: “cada um com seus problemas”.
  • Entretanto Paulo fala muito em termos de participação nos sofrimentos e consolações de uns para com os outros (Fp 1.29,30).
  • Ele mesmo coloca suas tribulações e consolo como algo que também é em favor deles. Suas tribulções estavam ligadas à pregação do evangelho e à propagação do reino de Deus, e isso era bom para eles também, pois faziam parte disso. Também quando ele era confortado por Deus, receba forças para consolá-los também.
  • Paulo tinha a firme esperança de que, assim como participavam dos sofrimentos, participariam da consolação.
  • O quanto estamos dispostos a participar com nossos irmãos de suas tribulações e alegrias (Rm 12.15)? O quanto temos participado das dificuldades da pregação do evangelho?

Tribulação real (8)

  • O consolo de Deus é real e é para tribulações reais.
  • Muitas vezes tentamos subestimar nossas tribulações e, principalmente as dos outros. Pensamos que os cristãos não possam passar por um desespero real.
  • Mas é impressionante ver o grande apóstolo Paulo confessando que a tribulação na Ásia foi maior que suas forças e que chegou a se desesperar da vida.
  • É claro que a esperança e o consolo divino nos suportam, é justamente isso que Paulo está falando nessa carta. Entretanto isso não quer dizer que as tribulações sejam “de mentirinha”.
  • Pensar assim nos ajuda a tratar efetivamente de nossos problemas e dos outros. Veja as sugestões práticas de Patrick Means no livro “o conflito secreto dos homens”:
Em vez de dizer… Diga…
Eu o admiro [por passar por isso] Sinto muito
Tenha fé! Estou feliz por Deus estar caminhando com você nisso. Posso me juntar a você se você quiser
Isso vai trazer uma bênção É difícil, não é?
Todas as coisas cooperam para o bem Deus está tão triste quanto nós com relação a isso.
Não fique irado! Conte-me o que o deixa mais bravo
Seu filho vai sair dessa É uma estrada longa e difícil não é?
Poderia ser pior Isso é terrível. Conte-me o que mais lhe machuca

A aplicação de nossa esperança (9-11)

Em síntese, há 3 verdade para se considerar e aplicar em nossa esperança:

  1. Nossa confiança não está mais na morte, que era conseqüência de nossa separação de Deus, mas no Deus que ressuscita os mortos.
  2. Deus é quem nos livrou, nos livrará e continuará a livrar-nos de “tão grande morte”.
  3. Que todos nós participamos dos sofrimentos uns dos outros em nossas orações.

Conclusão:

Jesus abraçoDeus ainda não nos livrou de todas as nossas tribulações, mas nos dá a certeza de consolo em todas elas, chamando-nos a participar tanto dos sofrimentos de Cristo como da comunhão dos santos, derramando sobre nós o seu consolo, para que mantenhamos nossa esperança até o fim.

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