Quando Jesus encontrou o paralítico no tanque de Betesda (João 5.1-9), fez-lhe uma pergunta cuja resposta parecia muito óbvia: “Você quer ser curado”?

A resposta só poderia ser: “Sim, claro”.

Entretanto, já fazia anos que ele estava ali esperando para entrar na água do tanque, onde cria que seria curado, mas não conseguia ir e nem tinha ninguém para levá-lo até lá. Por causa disso, a resposta já nem era simplesmente: “Sim, quero ser curado”, mas era uma reclamação “não tenho quem me leve e sempre alguém passa na minha frente”.

Essa passagem dá uma boa ilustração de como nós acabamos perdendo o objetivo ao longo da vida e como nem sempre sabemos orar como convém.

Temos nossas necessidades, mas achamos que elas devem ser atendidas dessa ou daquela maneira, e aí passamos a buscar mais essas coisas do que realmente aquilo de que realmente precisamos. Assim, agimos como aquele homem. Em sua mente, descer ao tanque para ser curado já era mais importante que simplesmente ser curado.

Parece uma simples mudança, mas que já muda todo o foco de nossas vidas, especialmente de nossas orações, pois “onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração”.

Jesus sabia o que aquele homem precisava e não o levou às águas, mas curou-o diretamente ali mesmo.

Precisamos crer que Deus sabe mais o que precisamos do que a gente mesmo, pois muitas vezes nossos desejos são confundidos pelas dificuldades da própria vida. Aí entenderemos que Deus nos faz mais o que precisamos do que o que queremos.

Ao mesmo tempo, estando em comunhão com Deus, aprenderemos com Ele o que realmente importa em nossa vida e quais são nossos desejos essenciais.

Creia que a vontade dele é melhor que a sua e ande nessa vontade.

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